26 março 2017

Resenha: batons Quem disse, Berenice

Semana passada eu comprei três batons da marca Quem disse, Berenice. Comprei as cores, Castanheli, Vermeli e o metálico (que é novidade) Nudeluz.
Na foto seguinte comparei o Castanheli com alguns batons que eu já tinha, na ordem: o Castanheli, depois o Moana do Pausa para Feminices e o Luísa da Bruna Tavares
Na próxima foto comparei o Vermeli com outros batons que eu possuía, na ordem: o Vermeli, o Cruella da Nars, o Pandora da Pausa para Feminices e o Diva da MAC
Bom, nas fotos podemos ver que eu não tenho nenhum batom exatamente igual aos tons que eu comprei (o que é ótimo, né rs). O vermelho, apesar de ser um tom comum tem um tom diferenciado e o Castanheli tem um tom único. o Nudeluz nem fiz comparação, porque não tenho nenhum batom parecido com ele.

                                                    Os batons nos meus lábios 
    Os batons duram bastante, e até depois que eu comi eles ainda continuaram nos meus lábios, só se eu comia algo mais gorduroso ele saia um pouco. Dura na boca cerca de 5 horas.
A marca não testa em animais. Eu verifiquei cada ingrediente do batom e vi que nenhum era de origem animal, mas o sac da marca não me confirmou se os batons eram veganos. Mas eu já li num blog que era vegano, enfim, que souber me avise, por favor. 

18 março 2017

Moonlight

SinopseTrês momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, este é um poético estudo de personagem.

Um filme belo, que trata de forma crítica problemas que passam na vida de um jovem negro periférico. Eu relutei muito em ver esse filme, pois sabia que traria forte impacto em mim. O filme trata de bullying, e eu que já sofri bullying, sei o quanto é difícil ver qualquer situação que me lembre a esse terrível sofrimento que eu passei. São cenas fortes. Até quem nunca passou por nada parecido vai sentir algo, uma pontada no estômago. (se você não sentir nada, sinto muito você é muito frio) 

Chiron sofre bullying, pela razão pela qual a maioria das pessoas sofrem bullying: por ser diferente. Ele é homossexual, não assumido. Mas que as pessoas percebem e pegam no seu pé por causa disso. É lamentável que na vida real cenas como essa ocorram. Ninguém deveria sofrer bullying por nenhuma razão. Ninguém merece sofrer bullying.



Chiron tem uma mãe que tem dependência química, e por ser desequilibrada desconta tudo no pobre filho. Um dia, quando estava fugindo dos garotos que faziam bullying com ele, um homem (Juan) o resgata e o torna seu amigo, como se fosse um pai. E daí surge uma linda amizade, em que ocorre cenas lindíssimas, que deu ao Mahershala Ali a indicação ao Oscar. A fotografia está maravilhosa, além do filme merecer os prêmios principais do Oscar, merece também esse prêmio técnico. 

Um filme delicado, mas ao mesmo tempo forte, que fala da vida dura de um jovem negro numa comunidade pobre, e de como a vida é mais difícil para quem nasceu nessas condições. E mostra mais uma vez que a meritocracia é uma farsa. Não dá para comparar alguém que viveu nessas condições com alguém que nasceu em um berço de ouro. 

11 março 2017

Cinco mulheres inspiradoras

1. Malala Yousafzai
   Malala é uma menina paquistanesa de apenas 19 anos, que já fez muito pelas meninas e mulheres do mundo. Ela foi a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio Nobel. Ela ganhou notoriedade quando foi baleada pelo talibã por lutar pelo direito das meninas de terem direito à educação. Aos 11 anos ela começou a escrever um blog anonimamente em que falava sua paixão sobre os estudos e as dificuldades enfrentadas no Paquistão sob o domínio do Talibã. No dia 9 de outubro, Malala deixou sua escola e seguiu para o ônibus que a levava para casa. Posteriormente, ela contou ter achado estranho o fato de as ruas estarem vazias. Pouco depois, dois jovens subiram no ônibus, perguntaram por ela e dispararam. Além de Malala, outras duas meninas também foram baleadas. Em entrevista à BBC, Malala disse que "a melhor maneira de superar os problemas e lutar contra a guerra é através do diálogo. Esse não é um assunto meu, esse é o trabalho do governo (...) e esse é também o trabalho dos EUA". Seu primeiro pronunciamento público ocorreu nove meses após o ataque, quando fez um discurso na Assembleia de Jovens da ONU. Na ocasião, ela reforçou que não será silenciada por ameaças terroristas. "Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam", disse em um discurso no qual pediu mais esforços globais para permitir que as crianças tenham acesso a escolas. "Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas", disse ela na oportunidade. "A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar".
"Os terroristas pensaram que eles mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, coragem e fervor nasceram", completou.
Tem o livro dela "Eu sou Malala" que ela escreveu junto com a jornalista Christina Lamb, que é incrível. O livro mudou minha vida e me fez dar mais valor a educação.


2. Brie Larson
Brie Larson, recentemente fez um pequeno e silencioso protesto, ao se recusar a bater palmas ao ator Casey Affleck (acusado de assédio sexual, leia mais aqui) ao ganhar o Oscar. Foi um protesto corajoso, pois ela sabia que ia dar muita repercussão, mas acho que ela foi a única (se eu tiver errada, me corrijam) artista que se posicionou contra o Casey Affleck. Ela é uma ativista do direito das mulheres e não poderia ficar calada. Vale lembrar que em 2016 quando Lady Gaga interpretou a canção “Til It Happens To You”, do documentário The Hunting Ground, que foca em casos de assédio sexual em campus de faculdades, Brie abraçou todas as vítimas que compuseram a perfomance de Gaga no palco. Ela também entregou o Globo de Ouro pra ele e optou por não abraçá-lo.


3. Viola Davis
Viola Davis foi a primeira mulher negra a conquistar o Emmy, Oscar e Tony. Ela também foi a primeira mulher negra a ser indicada três vezes. Ela teve uma infância pobre. Até mesmo coisas simples como ter o que comer eram uma questão para sua família. Ela disse em uma uma entrevista recente a People: “Eu pularia em latas de lixo com larvas para procurar por comida, eu roubaria da venda da esquina, porque eu tinha fome. Eu nunca levei outras crianças na minha casa porque ela era uma construção condenada, cheia de tapumes, infestada de ratos. Eu era dessas crianças que era pobre e sabia.”  Mas isso nunca abalou sua mente criativa. Tudo começou a dar certo para Viola quando a então estudante ganhou uma bolsa integral num colégio de Rhode Island, onde vivia. Depois, se formou em Juilliard, em Nova York, onde finalmente começou a ser reconhecida como atriz, na Broadway. Ela sofreu racismo e bullying na escola. Viola Davis conta mesmo, segundo o El País, que a praga de ratos era tal que lembra-se de como os pequenos roedores comiam a cara das suas bonecas e que, à noite, tinha de colocar farrapos no pescoço para que não fosse mordida. Apesar da precariedade em que vivia, nunca perdeu o ânimo de seguir em frente. Rainha inspiradora mesmo, né?


4. Frida Kahlo
Frida desenvolveu poliomielite durante a infância, o que resultou numa série de operações que sofreu ao longo da vida. A poliomielite deixou uma lesão no seu pé direito e ganhou o apelido de "Frida perna de pau". Mais tarde, em 1925, a artista sofreu um acidente em que teve múltiplas fraturas e precisou fazer 35 cirurgias. Foi nesse período, em que ficou presa à sua cama e com problemas na coluna, que começou a pintar e retratar suas angústias e frustrações em suas criações. Ela sofreu três abortos e usou a pintura para superar esse momento difícil. Ela era bissexual. Ela não se importava com padrões estéticos, tinha uma "monocelha" e pêlos no busso, além disso não tinha o corpo padrão da época e não ligava para isso. A inspiração para sua pintura veio de suas dores e angústias, uma mulher muito forte e a frente do seu tempo.


5. Demi Lovato
Todo mundo sabe que Demi passou por muitas coisas, mas poucas pessoas sabem o que ela realmente passou. Demi Lovato, sofria de bulimia, anorexia, se auto-mutilava, e sofre de bipolaridade. Ela também teve problemas com álcool e drogas. Tudo começou quando ela sofria bullying na escola. Ela disse que eles inclusive fizeram um abaixo-assinado pedindo para que ela se matasse. Veja que pesado e triste. Mas, hoje em dia ela usa essa dor como motivação para ajudar as pessoas. Ela participar de diversos trabalhos voluntários, inclusive tem sua própria ONG. Onde ela criou um programa para ajudar pessoas que tenham doenças mentais. Com esse programa ela paga todo o tratamento da pessoa. Ela também faz diversas campanhas contra o bullying, e recentemente fez uma campanha junto com a Hillary Clinton para trazer conscientização para os portadores de doenças mentais. Ela disse: “Se você conhece alguém que está lidando com isso ou se você mesmo está passando por isso, saiba que é possível viver bem. Sou a prova viva disso.”É muito inspirador quando se vê pessoas usando sua dor para ajudar o outro, é de uma resiliência e solidariedade sem tamanho.


08 março 2017

Dia internacional da mulher

Dia internacional da mulher. Ator acusado de assediar sexualmente duas colegas é premiado internacionalmente. No Brasil, o goleiro Bruno é solto (sem cumprir toda a pena, vai responder em liberdade) e tem várias propostas de emprego e ainda é rodeado por fãs que pedem para tirar fotos com ele. Eu acho que é algo plausível ele querer recomeçar a vida, mas é inaceitável ele ter fãs depois do que ele fez e chover propostas de empregos. As pessoas diminuem a violência contra a mulher. É a mesma coisa do caso do ator (Casey Affleck). Tratam a violência contra a mulher como algo menor, e a desumanizam . Esse é o primeiro passo de um agressor.
É por isso que ainda tem muito o que lutar. Infelizmente há um caminho longo e difícil pela frente, mas acredito que juntas, podemos conseguir vencer o machismo. Sim, a chave para esse problema é a sororidade, que é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum. Juntas, podemos mais. Juntas, iremos acabar com o machismo, pode não ser de uma vez, mas aos poucos, iremos acabar com ele. Pode parecer utópico, mas o que seria da vida sem um pouco de utopia?

Que nesse dia internacional da mulher, você repense suas ações. Será que eu contribuo com a sociedade machista? Será que você julga a coleguinha pelo tamanho da roupa dela? Ou será que julga por quantos caras ela ficou? Ou quando houve uma história de estupro a primeira coisa que pensa é que roupa ela tava e qual hora ela tava andando na rua? É preciso se policiar, pois essas ações, que parecem inofensivas, na verdade contribuem e, muito, com a cultura de estupro vigente. E é essa cultura que bate, machuca, ofende e mata mulheres diariamente. E é preciso pôr um basta nisso. Nem uma a menos.
Que nesse dia internacional da mulher as pessoas comecem a respeitas todas as mulheres (não só a cis branca magra hétero), pois existe uma gama de mulheres e devemos respeitas todas, com suas especificidades.

04 março 2017

Casey Affleck e porque se premia assediadores

Domingo, dia 26 de fevereiro ocorreu o 89º Oscar. E o Casey Affleck ganhou o Oscar de melhor ator. Para quem não sabe, o ator é acusado de assediar sexualmente duas mulheres. Duas mulheres - uma produtora e um diretora de fotografia - que trabalharam com Affleck no filme Eu ainda estou aqui fizeram denúncias acusando-o de assédio sexual.
A produtora Amanda White abriu um processo pedindo US$ 2 milhões e a diretora de fotografia Magdalena Górka processou em US$ 2,25 milhões.
Amanda diz que ele a assediou e constrangeu várias vezes, como quando agarrou-a com força pelo braço após ela negar ir para seu quarto de hotel, trancou-a fora do quarto dela, incentivou outro homem a tirar a roupa na sua frente e referiu-se a mulheres como "vacas". Magdalena disse ter sofrido assédios constantes por Casey e outros homens da equipe. Em uma ocasião, ela diz que, enquanto dormia, o diretor se deitou na sua cama só de cueca e camiseta, com hálito de álcool. Ela afirma ainda que acordou com Affleck "acariciando suas costas" e que não fazia ideia de quanto tempo ele estava ao seu lado sem sua autorização, já que estava dormindo.
Foram feitos acordos extrajudiciais, não divulgados pela imprensa.

Mas porque é tão natural um homem, lê-se criminoso, ganhar prêmios quando ele é um assediador? Quando ele ofende e machuca mulheres? O machismo está tão enraizado na nossa sociedade que se acha natural o que ele fez, que acha que não é violência, que "não é nada demais". Infelizmente assediar/abusar de mulheres não mancha a imagem de homens, mancha as imagens das mulheres.  E não era pra ser assim. Não era para um cara que fez acordos (ou seja, assumiu a culpa) estar ganhando prêmios. Isso está errado.  O mundo está errado da forma que trata as mulheres. Precisamos pôr um basta a essa situação em que nós, mulheres, somos expostas diariamente. Precisamos pôr um fim a essa naturalização da violência contra a mulher. O machismo é tão forte que quando mulheres cometem erros são muito mais julgadas que os homens, um exemplo é o caso da Winona Ryder, em que ela roubava coisas (ela é cleptomaníaca). Até hoje, anos depois ela é julgada por isso. E ela não cometeu nenhum grande crime.
A violência contra a mulher não é para ser algo natural, banal. É algo cruel, que deve ser extinto e banido da sociedade. É inaceitável que um homem acusado de assédio seja premiado pelo mundo. Estão ignorando o fato de que ele é um criminoso. Se ele tivesse cometido outro crime, que não fosse contra a mulher, tratariam ele da mesma forma? Se ele tivesse assaltado alguém? Se ele fosse pobre? E se ele fosse negro? Com certeza a situação mudaria. Mas como é um crime contra mulher, (e ele é branco) as pessoas relevam e falam "ah, vamos separar a arte do artista" mas esquecem que o artista é a arte, não dá para separar. Então, vamos sim julgar um artista baseado nas suas ações e na sua vida pessoal. É inadmissível que um abusador ande livre por aí.
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