10 setembro 2017

Eu sei o que é querer morrer

Hoje, é o dia internacional de Prevenção de Suicídio. Estamos no Setembro Amarelo. Um mês para desmitificar o suicídio e tentar dar apoio aqueles que tem pensamentos suicidas. Esse mês é de extrema importância, visto que mais de 800 mil pessoas morrem por causa do suicídio todo ano, ou seja, a cada 40 segundos alguém se mata, segundo a OMS. Fora o grande número de pessoas que tentam suicídio e não conseguem morrer. Um número grande, mas que por falta de dados, não se tem um número exato. O fato é: suicídio é problema de saúde pública. E nenhum país faz nada por isso. A maioria das pessoas que morrem por causa de suicídio tem alguma doença mental (cerca de 90%). É uma das mortes mais fáceis de ser evitada, mas infelizmente, ninguém liga para isso. Muitas vezes culpam as pessoas que se matam, dizendo que elas queriam atenção ou que eram loucas. Cada um sabe a dor que carrega. Viver com uma doença mental é extremamente difícil. E falo isso por experiência própria. Muitas vezes dá vontade de desistir e muitas vezes eu quase desistir.

Desde pequena eu sofri bullying (um fator que aumenta bastante os casos de suicidio), então desde que me entendo por gente eu tinha pensamentos suicidas, mas nunca tinha feito nada. Até que eu comecei a ter uma anorexia e me sentia muito culpada e infeliz comigo mesma e comecei a me auto-mutilar e ao mesmo tempo sofria bullying. Meses depois comecei a sofrer bullying de minhas "amigas" e foi aí que tudo piorou. Eu me cortava todos os dias e não via mais razoes para viver, mas nunca tinha realmente tentado me matar. Na época, meu diagnóstico era de depressão profunda. Eu tinha apenas 13 anos. Em 15 de novembro, três dias depois do meu aniversario, eu estava muito triste pois esse tinha sido o pior aniversário da minha vida. E uma das meninas que fazia bullying comigo, resolveu falar comigo com uma conversa que parecia ser amigável, então respondi. Depois de um tempo, vi o que ela queria fazer. Começou a me humilhar e disse que tudo o que tinha acontecido era culpa minha, e que eu só queria atenção e outras coisas horríveis (bem típico do opressor culpar o oprimido). Então eu não aguentei e tentei me matar pela primeira vez. Tomei todos os remédios (inclusive um de depressão que tomava) que vi pela frente. Eram muitos remédios, pois minha mãe é médica e possuía vários remédios e nenhuma mãe imagina que sua filha vai tentar se matar, e eu nunca tinha dado nenhum sinal para meus pais, sempre escondia e guardava tudo para mim. Tomei e fui dormir para nunca mais acordar. Isso era madrugada e no outro dia minha mãe iria acordar cedo para trabalhar, ela acordou e viu todos os remédios espalhados. Meia hora depois, me acordou perguntando se eu tinha tomado os remédios, eu estava muito grogue e acho que disse que não, mas ela sabia que eu tinha tomado. Então me levou correndo para o hospital. Lá, fiz todo o necessário para cortar o efeito dos medicamentos. Eu não queria fazer, mas fui obrigada. Fiquei 24h de observação e voltei para casa.

Essa não foi a última vez que tentei me matar. Tentei me matar no ano seguinte várias vezes. E no ano seguinte também. E vários outros anos. Eu não me orgulho disso, claro. Mas é a minha história e não posso apagar. E espero com a minha história, salvar vida de outras pessoas, que não tiveram a minha sorte. Muitas vezes eu não demonstrava que queria morrer. Várias vezes depois de tentar me matar tive que voltar paras as aulas e agir como se nada tivesse acontecido e ninguém suspeitava de nada. Os pensamentos suicidas continuam comigo, não vou mentir. Se livrar de algo que você tem desde que se entende por gente é algo extremamente difícil. Minha médica diz que são pensamentos obsessivos, pensamentos "intrusos", que por mais que eu tente expulsa-los eles sempre voltam para me assombrar. E isso só pode ser curado com muita terapia, ajuda de psiquiatra e medicamentos. Mas isso dura anos. E é um processo diário para que eu lute todo dia contra a vontade de me matar. Nesse dia, nesse mês e em todos os dias do ano, eu peço que tenham mais empatia com o próximo. Se você vê alguém depressivo que constantemente fala sobre morte e que quer morrer, por mais que pareça "brincadeira" converse com ele. Ajude. Escute. E não julgue. Cada um sabe a cruz que carrega. E ter uma doença mental piora tudo. Eu não desejo para ninguém a doença que eu tenho. Doenças mentais são doenças como qualquer outra. Insista para que seu amigo procure ajuda profissional, conversar com você não vai ser suficiente. Pois é uma doença e como qualquer outra doença precisa de tratamento. Parem de fazer piadas com suicídio e doenças mentais. Não é engraçado. Isso machuca e só contribui pela forma horrível com que nós somos tratados. O suicídio no Brasil, por exemplo, está subindo. O governo não faz quase nada, a população na maioria das vezes nem liga, e as pessoas suicidas guardam cada vez mais para si seus sentimentos. E isso precisa mudar. Essa é a primeira vez que falo abertamente sobre isso. Ninguém sabe que eu ja tentei me matar tantas vezes. Pois sei que vão me julgar e não vão tentar me ajudar. E isso é errado. Não abandone uma pessoa que precisa de você. Imagina você estar com câncer e ser abandonada por amigos? É a mesma coisa com doenças mentais. Isso só vai piorar o estado mental da pessoa. 

Se você que leu esse texto e está se sentindo suicida, aqui vai algumas formas de ajuda: 
Ligue para o CVV, o número é 141 e eles vão te acalmar quando você estiver desesperada. Mas, essa ajuda é só momentânea, então procure imediatamente uma ajuda para que você tire esses pensamentos da sua cabeça.
Toda universidade federal oferece consultas psicológicas gratuitas ou de baixo custo, procure no google "psicólogos e nome da universidade"que vai aparecer um número para você ligar. Nesse link tem informações para consultar na Universidade Federal de Pernambuco, onde eu estudo.
Existe também o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) que é gratuito. Procure no google CAPS e a sua cidade que vai aparecer o mais perto, vá no centro e diga que precisa de ajuda. Existem também os CAPS através de planos de saúde, onde eu já fiquei e acho que ajuda o paciente. 
No SUS também tem serviços de psicólogos e psiquiatras, é mais difícil, mas tente. A melhor alternativa é o CAPS, onde não é tanta gente.
Se você tem mais condições, procure um psicólogo e psiquiatra particular.
Mas, pelo amor de Deus, não fique sem procurar ajuda, não diminua seu problema, quanto mais cedo você buscar ajuda, menos chances você tem de tentar se matar. Sua dor é válida. Eu entendo você, eu sei o que é pensar que é um fardo para todos, se sentir um lixo, e achar que você não suporta mais sua dor e que a morte é a solução. Mas, você é mais forte do que você pensa. E não se culpe. Você precisa de ajuda. E não tem nada de errado em procurar ajuda. Quando você tem pneumonia, você vai para o hospital, porque com doenças mentais seria diferente? Precisamos acabar com esse estigma. Por fim, que todos permaneçam fortes. Estou passando por um momento extremamente difícil agora, acho que o mais difícil de todos, e escrever esse texto me ajudou. Espero que ajude outros. Nós somos maiores que nossas doenças, nós somos maiores que os pensamentos suicidas. E eu espero do fundo do meu coração, que os governos de todo o mundo deem mais atenção para esse problema sério. Precisamos cobrar do governo também. Esse é um problema sério, que pode facilmente ser evitados. Pessoas suicidas e com doenças mentais NÃO são loucas. Loucos são os que tratam pessoas assim feito lixo. Elas são doentes, é diferente. Vamos ajudar os que não conseguem se ajudar. Suicídio e doença mental não escolhe classe social. Pobres e ricos. não importa, podem ter esse problema. Então não julgue. 

23 julho 2017

Transporte público no Canadá

Para quem não sabe, eu estou fazendo intercâmbio na cidade de Vancouver no Canadá, que fica no estado de British Columbia. Eu cheguei há pouco mais de duas semanas, mas já andei por vários cantos, e obviamente dependo de transporte público para chegar nesses lugares. Aqui existem três tipos de transportes públicos: Sky Train (mais conhecido por nós brasileiros como o famoso metrô), ônibus e o Sea Bus (mais embaixo vou explicar o que é esse Sea Bus). O transporte público aqui não é tão diferente do Brasil, o que me decepcionou um pouco. Mas tem algumas diferenças sim. Abaixo vou listar cada transporte e citar as maiores diferenças e semelhanças com o Brasil.

Modo de pagamento 
Para entrar no metrô você só pode entrar com um cartão, que você faz na própria estação (mas o cartão em si você compra numa loja, tipo farmácia por exemplo e custa seis dólares). Você pode carregar uma quantia x de dólares que aparecem na máquina ou fazer um plano mensal ou de mais tempo (essa maneira vale mais a pena se você for passar mais tempo aqui ou for morador). Você também pode escolher entre o plano que dá direito a apenas uma cidade (tipo tarifa A no Brasil) ou que da acesso a mais de uma cidade (tarifa A e B no Brasil). Como eu ainda não tinha certeza se ia passar seis meses, eu fiz o plano mensal de poder sair para mais de uma cidade no estado de British Columbia. Foi 121 dólares e alguns centavos. Mas você pode usar ilimitado o Sky Train, o ônibus e o Sea Bus. Então esse plano é bem mais vantajoso para mim, por exemplo, que saio direto e uso o transporte público várias vezes num dia só e todo dia praticamente eu saio. A passagem é um pouco cara (pelo menos eu achei). É $2.75 (zona 1), $4.10 (zona 2) e $5.60 (zona 3). Mas, como tem esse cartão fica bem mais em conta.

Sky Train 
O Sky Train é o que nós conhecemos como metrô. Existem 3 linhas e 49 estações aqui em British Columbia. O metrô é de fácil acesso e corta vários pontos do estado, eu não moro exatamente em Vancouver, moro em Richmond, uma cidade do lado de Vancouver. E eu pego um ônibus e um metrô e desço perto da minha escola. Todo o percurso dura cerca de quarenta minutos ou menos.
90% das vezes o metrô está lotado. Sério. Eu ja andei em todos os horários possíveis e só peguei uma vez vazio. Era 22/23 horas numa terça-feira. É lotado, mas não tão lotado quanto o metrô de São Paulo em horários de pico (já vivi essa cena).  Mas é beeem lotado. Para quem tá acostumada com Rio Doce -CDU (pernambucanos entenderão), não é um choque tão grande, haha. Uma diferença gritante no metrô daqui, é que todos fazem fila na frente das portas e dão um espaço para as pessoas que estão dentro do metrô saírem. E quase todos respeitam. Um ou outro (pouquíssimos, dá para contar no dedo as vezes que vi gente desrespeitando) não esperam os que estão dentro saírem. Mas na maioria das vezes as outras pessoas que estão do lado reprimem essa ação.


Ônibus 
A primeira diferença do ônibus é que não há cobrador. O pagamento da passagem é feito através do cartão ou de moedas (você tem que ter o valor exato da passagem que é dois dólares e alguns centavos). De frente para os assentos há um pequeno "monitor"que aparece o nome na próxima parada. Há também uma voz que fala a próxima parada. Antes de entrar no ônibus há uma fila na maioria das paradas e todos respeitam essa fila. Dando prioridade sempre para idosos, deficientes e grávidas. Os ônibus muitas vezes são lotados, mas menos que o metrô, e em horários que não tem tanta gente você consegue ir sentado (se você for o primeiro da fila ou se o ônibus já não estiver lotado). Tanto no ônibus quanto no metrô, você dificilmente ver um idoso/deficiente/grávida em pé. Geralmente, se eles estiverem em pé é porque querem (diversas vezes ofereci meu lugar a idosos e eles recusaram e até agora não sei a razão). Outra coisa muito interessante é que na frente do ônibus tem lugar para botar a bicicleta. Muito legal, né?



Sea Bus
Esse meio de locomoção é o mais diferente. Creio que não tem no Brasil. É basicamente um ônibus na água(!!!!!!!) surreal, né? Ele só transporta de Vancouver para North Vancouver (outra cidade). A viagem dura apenas 15 minutos e consequentemente ele para na "parada"de 15 em 15 minutos. Cabe 400 pessoas então acho que nunca vai estar lotado. Eu andei nele esse fim de semana e foi uma boa experiência. Ele não balança feito navios ou barcos, é feito um ônibus na água mesmo. Fiquei muito impressionada com esse meio de transporte. Rápido, eficiente e inovador.



As pessoas em geral, não são como no Brasil que quando a porta do transporte público abre eles saem correndo come se a vida deles dependessem disso. É tudo mais tranquilo e mais organizado. Quando um lugar no transporte fica vazio, não tem aquela disputa para ver quem vai sentar primeiro, dão prioridade para quem já estava perto do assento. E mesmo assim já vi diversas vezes lugares vazios e as pessoas em pé. Por qual razão eu não sei hahaha.

Bom, essa é minha impressão do transporte público daqui do Canadá. Lembrando que essa é a MINHA visão e que eu estou falando do estado de British Columbia, não de todo o Canadá. Mas Vancouver é a segunda maior cidade do país, então acho que dá para ter uma noção de como é o transporte público no resto do país. Em geral, é melhor do que do Brasil. Mas também tem muitos defeitos, acho que se o governo oferecesse um número maior de ônibus e metrôs, o problema se resolveria. Outro problema também, é que em cidades sem ser Vancouver, o ônibus só vai até uma hora da manhã, e mesmo assim são pouquíssimos ônibus, um a cada hora mais ou menos. E o metrô só vai até 1h da manhã mais ou menos também. O que impede de quem não mora em Vancouver voltar para casa mais tarde.


06 abril 2017

13 reasons why e porque precisamos falar de suicídio

Sinopse: Uma caixa de sapatos é enviada para Clay (Dylan Minnette) por Hannah (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. O jovem se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah acabara de se suicidar. Dentro da caixa, há várias fitas cassete, onde a jovem lista os 13 motivos que a levaram a interromper sua vida - além de instruções para elas serem passadas entre os demais envolvidos.

Uma série impactante. É assim que 13 reasons why poderia ser descrita. Mas, apesar de ser impactante e forte (contém cenas de estupro e claro, do suicídio) é uma série necessária que aborda várias temáticas como bullying, suicídio, a culpalização da vítima (assunto para outro post), estupro e outros temas. Eu li o livro há muitos anos, eu devia ter uns 13 anos (hoje em dia estou com 19) e na época eu sofria bullying na escola, então esse livro me ajudou muito, pois eu via alguém que me entendia.
Mas, esse livro é essencial para aquelas pessoas que tem alguém próximo que tentaram suicídio ou sofreu bullying. Ou alguém que quer entender mais esse assunto para caso lide com algo parecido. E esse livro deveria ser leitura obrigatória para todos. Suicídio é problema de saúde pública, cerca de 800 mil pessoas morrem todo ano segundo a OMS. 800 mil pessoas tiram a própria vida. 800 mil pessoas escolhem morrer, seja por bullying, por doença mental ou por qualquer outro problema.
Uma coisa que a série e o livro foca é que as palavras machucam. E muito. E muitas vezes nós não temos noção o quanto essas palavras machucam e afetam a pessoa que as ouviu. Por isso, é preciso ter cuidado. Muitas vezes somos o porquê de alguém e não sabemos. Você pode ter passado pela vida de alguém que tentou se matar por sua causa e você não sabe. Outra coisa que a série traz é que por mais que Hannah achasse que não faria diferença para ninguém, a morte dela afetou várias pessoas. E por mais que em certos momentos pensamos que se morrêssemos ninguém notaria, sempre há aquela pessoa que notaria. Todos temos o nosso Clay.

Muita gente criticou a Hannah por ter enviado as fitas, disse que ela motivou as pessoas a ficar mal e assim poderia motivar alguém a também acabar com a própria vida. Porém, eu não concordo. Eu acho que Hannah quis alertar, para que essas pessoas não cometam o mesmo erro. Ela mesmo fala (no livro fica mais claro) que acredita que eles não tinham a intenção de magoar (menos o Bryce né gente esse daí nem a mãe ama). Eu já acredito que ela está sendo ingênua. Eles sabiam sim que estavam magoando, poderiam não ter noção do quanto magoaria e que ela tiraria a própria vida, mas sabiam que o que estavam fazendo era errado.
Na série acrescentaram várias coisas que não tinha no livro, como o processo judicial movido pelos pais da Hannah contra a escola. Eu achei bem interessante porque é um jeito de Hannah ter justiça. Mudaram poucas coisas, a série está bem fiel ao livro. Outra coisa que achei interessante é que mostra como está a vida das pessoas depois que Hannah morre. Na série, Clay é mais vingativo e quer justiça por Hannah. No livro ele só passa as fitas e também fica bastante transtornado com o conteúdo das fitas.

Na série, há aqueles que culpam Hannah (e eu li na internet pessoas fazendo isso), dizem que ela era uma louca que se matou para chamar atenção. E aí eu lanço um questionamento para pessoas da vida real que viram a série e pensaram da mesma forma: você acha que alguém desistiria de tudo (carreira, futuro, família, amigos etc) por pura atenção? Se ela quisesse atenção ela pendurava uma melancia na cabeça e saia por aí e continuava viva. Uma pessoa se mata porque está desesperada e não aguenta mais. No fundo, ela quer viver. Mas não vê solução para seus problemas e para sua dor. Ela é uma vítima da sociedade e de seus problemas. Tudo bem que foi ela que decidiu tirar a própria vida, mas, isso teria acontecido se as pessoas tivessem tratado ela da maneira que trataram? Não há um culpado específico, foram vários eventos que culminaram nesse trágico desfecho.
Mas, eu acho que a principal mensagem da série é que você pode não ser um Bryce ou Jessica da vida, que motivaram diretamente na morte de Hannah, mas pode ser um Clay que era a pessoa mais próxima dela, viu os sinais e não percebeu, não fez o bastante (e ele se culpa eternamente por isso). Por isso, fique atento as pessoas ao seu redor. Perceba mudanças bruscas de comportamento, e ache estranho quando a pessoa começar a falar frases como "quero sumir, o mundo seria melhor sem mim etc". E se você for essa pessoa e ninguém notou seus sinais, busque ajuda. Procure um psicólogo ou psiquiatra. Aqui no Brasil há uma rede de voluntários muito legal que é o CVV (Centro de Valorização da Vida), e eles tem um número 141 que é 24h. Você também pode falar com eles através do site. Divulgue esse site e salve vidas.


31 março 2017

Parem de romantizar doenças mentais

Um assunto que vez ou outra aparece é o assunto de doenças mentais. Hoje em dia é normal alguém dizer que tem alguma doença mental, mas, muita gente que diz que tem, nunca foi nem para um psiquiatra. É claro que existem muitas pessoas sem o diagnóstico e o cuidado correto. Porém, existem muitas pessoas que dizem ter tal doença só porque agora virou moda ter tais doenças. Quantas vezes você já ouviu alguém dizer "ai eu tenho TOC" "fulano é meio bipolar né" ou alguém dizer que tem ansiedade só porque ela fica ansiosa para eventos futuros (o que é normal, já que se tem um evento você obviamente vai ficar ansioso) ou só porque a pessoa muda de humor dizer que é bipolar (gente é normal mudar de humor e bipolaridade não é só isso). Todos nós temos um ou outro sintoma de alguma doença mental, o problema é quando você tem vários e isso atrapalha tua vida.
Pare de romantizar doenças mentais

Agora é comum romantizar depressão e ansiedade, principalmente na internet. Muito bom gritar na internet (ou até fora dela) que tem ansiedade/depressão/ TOC/bipolaridade etc quero ver passar mal toda vez que for apresentar trabalho, ter que tomar rivotril antes de ir pra aula (porque a faculdade te deixa ansiosa/nervosa/com medo), quero ver alterar seu estado de humor para mania e depressão (pesquisem as diferenças desses dois estados) e ficar ao ponto de enlouquecer, quero ver ter ataque de pânico toda vez que for andar de ônibus porque você tem pavor de ser assaltada (e você nunca foi, mas você jura que dessa vez você vai ser assaltada e vai ser a pior experiência da sua vida, você já imagina eles botando a arma na sua cabeça e você já imagina o pior que vão te sequestrar e você nunca mais vai ver sua gatinha). Viver assim é difícil, e olha que eu só citei alguns exemplos.
Uma pessoa quando fica gritando que tem doença mental, pode ser por duas razões: ela quer conscientizar as pessoas acerca de sua condição, ou ela na verdade não tem doença mental nenhuma e só fala isso porque romantiza a doença e quer aparecer pois acha legal ter doença mental.
Ter doença mental não é legal. Eu tenho mais de uma doença mental (diagnosticada por um profissional e devidamente medicadas) E eu sei o quanto é doloroso possuir essas enfermidades. Elas vão tirando pedacinhos de você e às vezes você é deixado no chão, vazio, tentando recolher os restos que sobraram.

26 março 2017

Resenha: batons Quem disse, Berenice

Semana passada eu comprei três batons da marca Quem disse, Berenice. Comprei as cores, Castanheli, Vermeli e o metálico (que é novidade) Nudeluz.
Na foto seguinte comparei o Castanheli com alguns batons que eu já tinha, na ordem: o Castanheli, depois o Moana do Pausa para Feminices e o Luísa da Bruna Tavares
Na próxima foto comparei o Vermeli com outros batons que eu possuía, na ordem: o Vermeli, o Cruella da Nars, o Pandora da Pausa para Feminices e o Diva da MAC
Bom, nas fotos podemos ver que eu não tenho nenhum batom exatamente igual aos tons que eu comprei (o que é ótimo, né rs). O vermelho, apesar de ser um tom comum tem um tom diferenciado e o Castanheli tem um tom único. o Nudeluz nem fiz comparação, porque não tenho nenhum batom parecido com ele.

                                                    Os batons nos meus lábios 
    Os batons duram bastante, e até depois que eu comi eles ainda continuaram nos meus lábios, só se eu comia algo mais gorduroso ele saia um pouco. Dura na boca cerca de 5 horas.
A marca não testa em animais. Eu verifiquei cada ingrediente do batom e vi que nenhum era de origem animal, mas o sac da marca não me confirmou se os batons eram veganos. Mas eu já li num blog que era vegano, enfim, que souber me avise, por favor. 

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