30 junho 2016

A dor da perda

Ontem foi o aniversário do meu avô, ele faria 92 anos e eu não sei lidar bem com perdas. A primeira pessoa que eu perdi foi minha bisavó, eu tinha três anos. Não senti muito, ela tinha uma irmã muito parecida com ela que estava viva até bem pouco tempo e que eu pensava ser ela, então eu achava que ela só tinha mudado de casa. Anos depois, com 15 anos perdi minha avó paterna, com quem não tinha muito contato, já que ela morava em Minas Gerais, mas, dessa vez fiquei triste. Porém, aos dezessete anos, senti a terrível dor da perda. A dor que eu não desejo nem para meu pior inimigo. É uma dor dilacerante, parece que seu peito vai explodir e que você não vai suportar a dor. É muito surreal saber que você nunca mais vai ver aquela pessoa que você via frequentemente.

E por mais que você saiba que aquela pessoa um dia vai embora, você nunca está preparada para perdê-la, pois a gente nunca está preparado para perder quem ama. A pessoa que eu perdi, meu avô, era de extrema importância para mim e eu tinha constantes pesadelos de perdê-lo, quando eu de fato o perdi, foi uma dor insuportável, que eu não sei como eu consegui suportar. Mesmo fazendo pouco mais de um ano da morte dele, a dor ainda continua latente e forte. Claro, que não como antes, agora, a dor é suportável. Agora, eu começo a falar sem começar a chorar ou meus olhos começarem a lacrimejar. Para me manter forte, eu me agarro às boas lembranças, meu avô gostava muito de mim e não gostaria de me ver sofrendo. A dor da perda não pode ser maior que o amor que fica.
Foto: dos meus 15 anos, quando meu avô, mesmo na cadeira de rodas, dançou valsa comigo, e mesmo com alzheimer se comportou direito e nem parecia que estava doente e ficou na festa até o fim.

24 junho 2016

Eu aprendi que felicidade é se amar.

O que é felicidade? Felicidade é ter dinheiro e poder comprar tudo o que quiser, ou é viver rodeado de pessoas que ama? Felicidade é ter alguém do seu lado para amar? Felicidade é ter tudo o que quer?  Na verdade, eu poderia ficar dias divagando o que é felicidade, pois é um conceito muito abstrato e um tema muito controverso. E até hoje algo que muitos tentam achar uma definição. Para mim, felicidade é ficar bem consigo mesma. É se aceitar. É se amar. Quando você aprende a se amar você aprende o que é felicidade.

Eu aprendi depois de quebrar muito a cara que a resposta está dentro de mim. É difícil, um caminho bastante tortuoso, mas que vale muito a pena. É aprendendo a se amar que você começa a amar verdadeiramente os outros. Eu tenho tatuado "Love yourself" (ame você mesmo) no meu pulso. É um lembrete diário para que eu nunca me esqueça de me amar, que eu seja minha prioridade, e que não é vergonhoso me botar em primeiro lugar às vezes. Para que alguém consiga me amar realmente, para eu poder aceitar esse amor, eu preciso me amar. Para achar a felicidade, se amar é fundamental.
Foto: Minha amiga linda Maria Clara, tirada por mim. (ela tem um blog, é só clicar aqui para visualizar)

15 junho 2016

A intolerância do dia-a-dia e porque deve-se controlar o acesso as armas

Mais um atentado nos Estados Unidos, algo quase rotineiro para os americanos. Só que dessa vez não foi numa escola ou faculdade, onde é mais comum,  mas numa boate gay.  Por isso o crime tem clara motivação de intolerância sexual. É deplorável que em pleno século XXI ainda tenhamos que conviver com atos como esse. Como o ser humano chega a esse ponto de intolerância? É preciso ter muita falta de compaixão para não respeitar o próximo e chegar ao extremo de agredir o outro. Falta amor no mundo. Falta empatia. Mas, não pense que para ser intolerante tem que chegar ao extremo de atirar em minorias sociais, atos do dia-a-dia, como piadas contra LGBT, negros, mulheres etc são pequenas ações que legitimam quando alguém pega uma arma e atira nessas pessoas. Não adianta se chocar com esse atentado e achar que ser gay é algo ruim. É preciso repensar as atitudes e ver se você não está compactuando com a violência.
Outro ponto a ser considerado nesse terrível atentado é o fato de que nos Estados Unidos é muito fácil conseguir armas, por isso há tantos massacres. Só em 2015 foram 294 massacres em 274 dias. Foram mais massacres do que dias. É um dado alarmante que prova que os EUA precisam urgentemente rever sua lei de armamento. Estados com leis mais rígidas de acesso a armamentos apresentam menos mortes segundo o estudo do economista Richard Florida. Então, isso comprova que o caminho é fazer leis mais severas para que casos como esse não voltem a se repetir. Barack Obama quer impor leis que criem maior controle sobre as armas, mas é impedido pelo congresso, em que grande parte do setor armamentista está inserido. Afinal, quantos massacres precisarão ocorrer para que percebam que essa lei atual precisa mudar?

Porque você prefere ver dois homens segurando armas do que de mãos dadas
Fotos: Ribs e We heart it

11 junho 2016

Eu nunca fui boa o bastante

Eu nunca fui boa o bastante. Nem para mim, nem para ninguém e isso acaba comigo. Eu queria ser boa, excelente, mas infelizmente só sou no máximo normal ou ruim nas coisas e isso me destrói. Então, eu preciso ser boa o bastante, eu preciso ao menos ser boa, mas eu não sou e isso é um peso que eu carrego e que dói muito. Poucas coisas doem tanto quando você tenta o seu melhor mas seu melhor não é bom o bastante, é dilacerante a dor de não ser suficiente. Será que vai ser sempre assim? Eu ficar tentando o meu melhor e mesmo assim não ser boa o bastante? Porque para ser sincera eu não aguento mais. É muito angustiante tentar algo a vida toda e não ver resultado.
Eu poderia ser perfeita, e ainda assim não seria boa o bastante.

 É como se eu tivesse o tempo todo tentando uma tarefa impossível, tentando abrir uma caixa da qual eu não tenho a chave. Será que um dia eu vou ser boa o bastante? Ou eu vou viver o resto da minha vida nessa angústia? Porque, Deus, é extremamente difícil viver dessa maneira. Dói na alma, uma dor que as vezes me impede de respirar (literalmente) querer tanto ser boa o bastante para mim e para os outros. Principalmente para os outros. Ah, o que eu não daria para ser suficiente para alguém, para que só minha presença ou o fato de eu existir ou as coisas que eu fizesse fossem bom o bastante... Mas nunca é, nunca. E eu fico aqui, nesse eterno sofrimento, nessa eterna angústia de tentar algo e não conseguir. Quem já quis muito algo e tentou muito ter aquilo e não conseguiu me entende. Porque, Deus, eu tento, e como eu tento ser boa o bastante para as pessoas e para mim.
Imagem: We Heart It

08 junho 2016

Resenha batom Fashion Purple

Olá, no post de hoje farei resenha do mais novo lançamento da Boticário: o batom Fashion Purple da coleção temática da Barbie lançada para o dia dos namorados.

Ele tem um design muito bonito, com uma pedrinha em cima do nome Make B na tampa e o diferencial fica por conta das listrinhas na cor da Barbie em preto, branco e rosa. 
Ele é um roxo-uva forte (meu lábio ta meio ressecado ignorem rs) e fica lindo tanto numa maquiagem simples, tipo olho nada boca tudo, quanto numa maquiagem mais arrumada. Na foto abaixo eu fiz o clássico olho gatinho e ele ficou ótimo, destacou bem. 

 A duração dele é ótima como todos os batons da Make B, dura cerca de 4-5 horas, mas quando come ele sai um pouco do centro dos lábios. Ele é fácil de passar apesar de ser matte.
Você pode comprar o batom aqui no site do boticário, ele custa R$ 41,99 (o preço é meio salgado mas vale a pena, pela durabilidade do batom e da qualidade)

03 junho 2016

Amizade também pode ser abusiva

Sim, amizades abusivas existem, do mesmo jeito que relacionamentos. E elas podem ser tão difíceis de lidar quanto um relacionamento. Uma amizade abusiva é uma amizade danosa, que faz mais mal do que bem, mas que muitas vezes a pessoa não percebe que está sendo vítima de algo desse tipo. Um exemplo de amizade abusiva é quando o "amigo" te faz se sentir culpado por coisas que você não tem absolutamente culpa nenhuma, como por exemplo: você não fez tal favor pra ele e então esse '"amigo" te faz se sentir culpado por não ter agido como ele quis. Outro exemplo é ele te fazer se sentir culpado pelos erros deles, é uma tática clássica que abusadores usam. Um exemplo bastante comum, é quando esse "amigo" te faz se sentir mal consigo mesmo, em vez de aumentar sua auto-estima, ele só piora, muitas vezes fazendo uso de brincadeiras para te depreciar, mas sabendo que aquilo te magoa.

 Eu já passei por uma amizade bastante abusiva, e que se tornou uma das razões pelas quais desenvolvi sérios problemas de confiança nas pessoas e de auto-estima. E só agora, depois de anos, é que percebi que estive numa amizade abusiva. O pior de estar numa amizade (ou relacionamento) abusivo é que você se sente presa e muitas vezes não nota que está em algo danoso, pois, ao mesmo tempo que essa pessoa te faz mal, ela também te faz bem, então é uma situação bem complicada. Então, o melhor a se fazer é tomar cuidado com as amizades e os relacionamentos e se perguntar: essa amizade/relacionamento me faz mais mal do que bem? essa amizade faz bem para minha saúde mental? essa amizade fortalece minha auto-estima ou acaba com ela? Se você responde sim para essas perguntas, você está numa amizade/relacionamento abusivo e precisa de ajuda. Não se acanhe em pedir ajuda, a culpa NÃO é sua, a culpa é só e somente do abusador.
Foto: tirada por mim, em São Paulo
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