13 novembro 2016

A vida não para.

Ontem foi meu aniversário de 19 anos. 19 anos de muito aprendizado. Pode ser clichê, mas nesses 19 anos eu aprendi muito. Apesar de pouco tempo, aprendi que a vida não para. Por mais que a gente queira. Por mais que os amigos te abandonem. Por mais que a vida doa. Por mais que a dor seja insuportável. A vida, infelizmente e felizmente não para. Há um texto de Clarice Lispector que define isso bem: "Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente."
Com o sofrimento aprendi muito. Aprendi que não devemos confiar em todos. Mas aprendi também que não devemos julgar, a gente nunca sabe a dor do outro, o problema que ele carrega, o transtorno que ele tem. Aprendi que meu melhor amigo sou eu mesma. E meu pior inimigo também. E que eu devo sempre lutar contra mim e lembrar que esta luta é sempre válida, pois no fim do dia, o que nós temos é a si mesmo. E felizmente ou infelizmente, nós somos os únicos com quem podemos realmente contar.
A vida não para para ninguém. Eu tenho uma frase tatuada do meu livro favorito (As vantagens de ser invisível) que diz o seguinte: As coisas mudam, os amigos vão embora e a vida não para pra ninguém. E não para mesmo. E isso é bom e ruim, para que possamos nos reerguer e aprender com a dor. Dói, dói demais, mas é preciso.
Foto:  We heart it

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