25 novembro 2016

A intensa Elis

O filme "Elis" dirigido por Hugo Prata retrata a vida de Elis Regina a partir de sua chegada ao Rio de Janeiro junto com seu pai. Quando chega lá, vemos que a "pimentinha", como era chamada por seus amigos, terá que ultrapassar alguns obstáculos. E que se Elis foi quem foi, foi por muita força de vontade e obstinação da mesma. Logo no começo há uma cena em que Elis afirma ser a melhor cantora do Brasil, e ela não estava mentindo. Até agora, ela é a maior intérprete brasileira. Não há ninguém que se compare a rainha da MPB. A auto-confiança que Elis tinha, mas que vemos no filme que às vezes não passava de um teatro, foi essencial para ela alcançar seus objetivos. Apesar de às vezes não ser tão auto-confiante assim, Elis não deixava transparecer e sempre demonstrava força. Se ela não tivesse a força interior que ela possuía, ela jamais  teria alcançado todo esse sucesso. Elis era muito intensa. Tudo nela era oito ou oitenta, a cena em que descobre a traição do marido e joga seus discos fora é memorável. Essa intensidade foi seu fim. Apesar de ter sido seu motor, sua força vital, acabou sendo sua destruição. Ela não aguentou a pressão desse mundo e se foi muito cedo. Uma grande perda nacional e que é sentida até hoje, mas que podemos revive-la através de suas canções. 



















O filme é incrível e a atuação de Andréa Horta está fenomenal, chego a me arrepiar o quanto ela está parecida com Elis! O jeito de falar, de gesticular, de rir... Está tudo igualzinho. Ela conseguiu botar toda a intensidade de Elis no papel. Andréa Horta merece todos os prêmios possíveis, e ela mostrou que é uma grande atriz. É um filme que eu recomendo para qualquer um que admira Elis, para amantes da MPB ou para qualquer um que quer ver um bom filme. 

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