01 janeiro 2017

Por um Brasil mais tolerante

Luís Carlos Ruas tinha 54 anos e estava trabalhando na noite de natal para complementar a renda familiar. Era um típico brasileiro. Trabalhador. Trabalhava às 6h da manhã e não parava antes das 23h. Luís fornecia alimento e cafezinho para os moradores de rua, tinha uma boa relação com eles. Ele poderia ser só mais um, mas infelizmente virou estatística. Foi morto por dois homens (que provavelmente são skinhead). E ele foi justamente morto por defender uma travesti. Esses dois homens estavam agredindo a travesti e Luís resolveu apartar a briga. Ele foi morto por fazer o que pouquíssimas pessoas fariam. Ele foi morto por fazer o certo, por fazer o que Jesus, o aniversariante da noite, faria.

Os meliantes continuaram batendo mesmo depois de seu Luís estar desacordado, é um ato de crueldade que me deixa sem palavras e sem reação. Sabe quando algo acontece e você não consegue digerir? Então, até agora estou chocada.
Estou chocada como a falta de empatia é cruel e leva a atos extremos, é preciso se colocar mais no lugar do outro.
É absurdo que atos tão horríveis como esse ainda ocorram, e o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais segundo a ONG Internacional Transgender Europe. É perigoso ser travesti/transexual no Brasil. Deve ser difícil você se sentir inseguro o tempo todo. Além de você ter que lidar o tempo todo de estar no corpo errado tem que lidar com o preconceito e até mesmo com agressões.
Que nesse novo ano, sejamos mais tolerantes, principalmente com os diferentes. E que tenhamos mais empatia, pois isso é fundamental para uma sociedade mais evoluída.

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