23 janeiro 2017

Quando o preso pede socorro

O Brasil é o país com a quarta maior população carcerária do mundo. Isso demonstra que apesar de alguns recentes investimentos do governo a população continua a crescer em ritmo crescente. São 607 mil presos, os dados são do novo relatório do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias, o Infopen, divulgados pelo Ministério da Justiça. Esses dados demonstram que o país precisa agir e rápido, afinal rebeliões que causam mortes de dezenas de presos ocorrem todo ano e causam felicidade em alguns (por acharem que aquilo é justiça, quando na verdade não é) e comoção em outros.
Os presos vivem em péssimas condições. Superlotação (o Brasil possui um déficit de 231 mil vagas), má alimentação (ou a falta dela), violência, insalubridade, são alguns dos problemas que os presos tem que enfrentar diariamente. E ninguém merece passar por isso. Todo ser humano merece uma vida digna. É claro que eles não devem ir para uma colônia de férias (como algumas pessoas da direita acham que é o que a esquerda quer), mas devem ter seus Direitos Humanos respeitados. Afinal, eles são seres humanos, como eu e você. E por mais que eles tenham cometido um erro, eles não merecem viver em condições degradantes, sub-humanas. Afinal, como eles irão se recuperar para poder voltar a sociedade?

A maioria dos presos tem baixa escolaridade, o que indica que eles já eram marginalizados ou vulneráveis antes de serem presos. Dois em cada três são negros. O que mostra que a polícia escolhe sim por cor. E que o sistema prisional é, sim, racista. Em relação aos tipos de crimes, 14% dos presos cometeram homicídio, 21% roubo e 27% estavam envolvidos com o tráficos de drogas. Esse número com o tráfico de drogas, demonstra que a guerra contra as drogas falhou e talvez seja a hora do Estado reconhecer isso. E cerca de quatro a cada dez presos ainda não passaram por julgamento, um fator que só faz aumentar o número de presos. O Brasil tem muito o que fazer para que os presos sejam tratados com o mínimo de respeito e para que assim haja cidadãos reintegrados na sociedade.

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