13 fevereiro 2017

Resenha: Estrelas além do tempo

O filme conta a história de três mulheres negras que trabalhavam na NASA em 1961, em plena guerra fria, com a corrida espacial contra os russos a todo vapor. Naquela época havia também uma forte segregação racial nos Estados Unidos. As três mulheres, Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) que eram grandes amigas, tem que enfrentar vários obstáculos no trabalho e no dia a dia.
É um filme que conta uma história, até então esquecida, e dá visibilidade para essas mulheres que fizeram tanto pelo país. Na época em que elas trabalhavam na NASA, ocorria a segregação racial nos Estados Unidos, onde os banheiros dos negros e brancos eram separados, por exemplo. A personagem Katherine tinha que andar uma longa distância para ir ao banheiro, e perdia tempo do trabalho, pois o banheiro designado para sua cor ficava longe. Seu chefe, então, decide acabar com essa política e diz que na NASA não tem cor.

Um longa-metragem que mostra o quanto essa política de segregação é ruim e que não há diferença entre entre negros e brancos. Todos tem capacidades, só basta dar oportunidade. Podemos ver no filme que negros e brancos não tem oportunidades iguais, as mulheres têm que lutar três vezes mais por serem negras e por serem mulheres. Elas tem suas capacidades duvidadas por puro preconceito. Se até hoje os negros e as mulheres sofrem preconceito, imaginem naquela época.
Esse filme merece todos os prêmios possíveis, pois é um filme que serve para abrir os olhos e mostrar as injustiças que cercavam mulheres negras. É preciso entender também que essas injustiças, infelizmente, ainda não acabaram. Acho que a Taraji P. Henson e a Janelle Monáe mereciam indicações ao Oscar também (só a Octavia Spencer foi indicada), mas seria difícil o Oscar fazer isso, afinal, ano passado o Oscar não indicou nenhum negro em nenhuma categoria.
Um filme necessário e que deve ser visto por todos para que se aprenda com os erros do passado para que estes não se repitam. E para que se veja que foi (e ainda é) difícil ser mulher e/ou negra nesse mundo.

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