Resenha: Boneca Russa

15 fevereiro 2019

Boneca Russa: a nova série da Netflix

Umas das melhores séries lançadas pela Netflix, na minha opinião, Boneca Russa é uma dessas séries que te fazem refletir. Uma série que vai te fazer rir, mas também chorar. A série começa com Nadia, uma personagem auto-destrutiva que perdeu a mãe muito cedo, e se sente culpada por isso. No seu aniversário de 36 anos (a sua mãe morreu com 35, então ela viveu mais que a mãe), ela começa a morrer e reviver o mesmo dia várias e várias vezes. Confesso que antes de começar ver a série fiquei com certo preconceito de a série se tornar algo repetitivo e chato, porém, não é o que acontece. Cada episódio e cada morte é diferente. Tornando a reação de Nadia e de todos ao seu redor diferente também.

É uma série profunda, que te traz muitos questionamentos acerca da vida e a razão pela qual estamos aqui. No começo da série, ficamos tentando entender porque isso está acontecendo com Nadia, ela acaba se sentindo muito sozinha já que ninguém a entende, afinal, quem vai acreditar que você está revivendo o mesmo dia diversas vezes? Obviamente vão achar que você está louca.

Até que ela conhece Alan, um rapaz, com cerca da mesma idade dela, que está passando pelo mesmo problema: ele morre e acaba acordando no mesmo dia. Eles acabam desenvolvendo uma relação de cumplicidade em que descobrem que estão conectados por alguma razão e é isso que eles estão tentando descobrir.

A série me fez refletir muito. Por diversas razões. Por me identificar com Nadia e com Alan diversas vezes e por ser uma série com tantos significados e que me causou tantos sentimentos. O fato de Nadia e Alan estarem presos na mesma rotina, me fez pensar como nós às vezes nos sentimos presos em certas situações e problemas. As razões pela quais Nadia e Alan estão presos nisso remete a vários problemas que nós temos que lidar, seja problemas do passado, como Nadia, ou do presente, como Alan.

Outra coisa bastante interessante da série é como traz o tema que a vida realmente trabalha por caminhos misteriosos, mas que no final, fazem todo o sentido. A série fala de perdão, mas também de se auto-perdoar, de se aceitar e de aceitar os outros. De ver que a vida é mais do que ficar presa a coisas do passado ou se apegar em coisas do presente que não te fazem bem.

Eu recomendo fortemente essa série, e queria parabenizar a Natasha Lyonne (mais conhecida por seu papel em Orange is the New Black, no qual foi indicada ao Emmy em 2014) que escreveu, atuou e produziu essa série incrível.

Trailer da série: